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Blog para a divulgação, discussão e venda do livro “ O Menino do Guarda Chuva- Uma Historia de Búzios” escrito por Victor Viana.

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sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Valor de um prefacio.



O prefacio do livro O Menino do Guarda Chuva  foi feito pelo repórter Sandro Peixoto, que trabalha para o irreverente jornal o Perú Molhado.  Na noite de autógrafos e agora os que estão lendo o livro  não se cansam de dizer sobre a beleza poética do prefacio escrito por esse aguerrido profissional da comunicação em Búzios.
 Brindo vocês com o prefacio – na integra – feito por Sandro Peixoto:

Penso que todas as pessoas que gostam de ler,Sonham um dia escrever um livro . Geralmente a respeito de si mesmo.Ou sobre coisas que ouviu falar,que domina ou que apenas imagina.  Em geral os livros são a mistura de tudo isso: os fatos que nos forjaram e as fantasias que adoraríamos ter vivido.

O Menino do Guarda Chuva, o primeiro livro do escritor Victor Viana é uma volta ao passado. Como todo escritor, de maneira generosa ele colocou no papel  ( ou nas ondas da web)  uma historia simples , um fragmento, um momento que ajudou a traçar sua personalidade.

Ler um livro não é fácil. Escrever é ainda mais difícil. Publicá-lo nem se fala. Achar quem o leia e o entenda é tarefa para poucos. Quem coloca em uma folha de papel suas idéias, geralmente procura resolver o quebra cabeças que existe apenas dentro da própria cabeça.  Nosso mundo imaginário que nos faz tão diferentes um dos outros.

Escrever é antes de tudo uma maneira de tentar se entender. Traduzir-se. Mostrar as pessoas o que somos por dentro. O que achamos do mundo. Qual a fantasia que nos move. Nossas raivas, angustias, amores, desejos e ansiedades. Um livro é um testamento publico. Uma bula pessoal.

Os livros mostram ainda outras coisas.  O arranjo das letras gera vales, montanhas e planícies sem fim.  Quando leio procuro antes de tudo pela personalidade das letras.  Suas curvas, seus espaços vazios.  Gosto da curva infinita do numero oito, do jeito bobão do j e da sutiliza da virgula.  Porem, o que mais admiro num livro, depois do roteiro e da clareza do texto são as reticências, que considero um ponto final escrito por um gago.”


Realmente muito bonito.